submenu
"Se avexe não... Amanhã pode acontecer tudo, inclusive nada"
A Natureza das Coisas
(Accioly Neto)
mural de recados
02/08/2014
Flavia Alves escreveu:
com toda sinceridade PARABENS por seu talento maravilhoso que preservas a cultura nordestina AMO de verdade Lindas musicas se eu pudesse todo mes iria a seu show bom demais :)
31/07/2014
Antonio Junio escreveu:
Grande poeta Santana estamos todos aguardando o dia do seu Show no Prximo sbado em solnea dia 02 de agosto, toda aturma do Fan clube Santana de Remgio estar presente.
29/07/2014
JOSE DE escreveu:
GOSTEI DE UMA ENTREVISTA QUE FOI FEITA NO SEI QUANDO MAS APRESENTADA HOJE DIA 29.07.2014, E GOSTEI BASTANTE VOCE FALANDO DO DO FORRO NORDESTINO, VALEU MESMO AMIGO, EU SOU F DE DOMINGUINHOS J FALECIDO, DE LUIZ GONZAGA TAMBEM J FALECIDO, MAS AGORA EU TIVE A OPORTUNIDADE DE VER ESTA ENTREVISTA, VIR QUE O SUBSTITUTO VOCE PARA CONTAR PARA O NORDESTE,ALEM DE CANTOR E POETA.
prosas e poesias
Maravilhosos Versos de Joo Paraibano
O poeta Joo Paraibano estava numa festa e devido a uma confuso com a sua mulher, por motivo de cimes desta, foi preso. Conta-se que assim que se viu dentro do crcere, o poeta (que analfabeto) aos prantos e em estado de embriagus, proferiu de improviso os seguintes versos para o delegado:

Doutor eu sei que errei
Por dois fatos: dama e porre.
Por amor se mata e morre.
Eu nem morri, nem matei,
Apenas prejudiquei
Um ambiente de classe.
Depois de apanhar na face
Bati na flor do meu ramo.
Me prenderam porque amo
Quanto mais se eu odiasse.

Poeta mesmo ofendido
Sabe oferecer afeto.
Faz pena dormir no teto
Da morada de um bandido,
Se humilha, faz pedido
Ningum escuta a voz sua,
No v o sol, nem a lua
Deixar o espao aceso.
Por que um poeta preso
Com tantos ladres na rua?

Sei que no sou marginal,
Mas por cimes de algum,
Bebi pra fazer o bem,
Terminei fazendo o mal.
Eu tendo casa, quintal,
Porto, cortina, janela,
Deixei pra dormir na cela
Com a minha cabea lesa,
S sabe a cruz quanto pesa
Quem est carregando ela.

Poeta um passarinho
Que quando est na cadeia
Sua pena fica feia,
Sente saudade do ninho,
Do calor do filhotinho,
Da fonte da imensidade.
Se come deixa a metade
Da rao que o dono bota,
Se canta esquece da nota
Da cano da liberdade.

Doutor, se eu perder meu nome
No acho mais quem o empreste,
A minha mulher no veste,
Minha filhinha no come
E a minha fama se some
Para nunca mais voltar.
No querendo lhe comprar,
Mas humildemente peo:
Se puder, rasgue o processo
E deixe o poeta cantar.

© Copyrigth 2009
Santanna O Cantador
Contato para shows:
(81) 9986 1783
Desenvolvimento:
SER Digital